NÃO É A MINHA PRAIA

Fazendo de conta que não está frio (quase) de rachar por aqui e pra entrar no clima pré-verão do Brasil, eis umas fotos de Beidaihe, balneário no nordeste da China, a 300km de Pequim.

até que o céu ficou azul na foto!

 

Tendo nascido em uma cidade com praias tão lindas como é Florianópolis, tenho consciência de que dificilmente vou me impressionar com qualquer pedaço de areia e água. Mas, por ser uma manezinha da ilha, morro de saudades do azul do mar, nem que seja só pra dar uma olhadinha. Não foi dessa vez que matei as saudades. A cor do mar de Beidaihe, nem com muita boa vontade, chega perto do azul. É bem escura (poluída) e gelaaaada. Me deu zero vontade de dar um mergulho. A areia, usando um pouquinho daquela boa vontade, até que lembra a da Praia Mole (Florianópolis), é seca, como se fosse de pedrinhas.

outra praia no balneário de Beidaihe


Se por algum acidente, você um dia acordar em Beidaihe sem saber onde está, vai pensar que chegou na Rússia. É de lá que são a maior parte dos turistas e, por isso, a maioria dos estabelecimentos comerciais tem nomes, fachadas e produtos russos (tipo uma Canasvieiras pros argentinos, sabe?). Diz a história que Mao tinha uma casa de veraneio em Beidaihe e que várias casas de hóspedes foram construídas para receber os camaradas russos nos tempos do comunismo.

juro que (ainda) não fui pra Rússia!

E pra quem pensa que fio dental é coisa de brasileira, tá aí o figurino favorito das russas, que também adoram torrar no sol.

 
Os chineses (e qualquer outro asiático) se protegem do sol como podem. Andam à beira mar de calça e manga comprida e sombrinha. Não por recato (minissaia na China é bem mais mini que no Brasil!), mas por medo de escurecer a pele. Aqui na China é feio ter pele escura, bronzeada. As pessoas mais morenas são consideradas “da roça”, lembrando os trabalhadores rurais expostos diariamente ao sol na lida no campo, e sofrem preconceito e até dificuldade pra achar namorado (a) na cidade.
Fora a praia, é lá nas redondezas que está o ponto mais ao leste da Grande Muralha da China. Shanhaiguan foi construída em 1381, é onde a Muralha se encontra com o mar. Hoje, um ponto turístico cheio de lojinhas e afins.

parte de Shanhaiguan da Grande Muralha da China

 

Ah, quase ía esquecendo… a praia tem uma divisão, uma corda separa a parte da areia destinada aos chineses da parte dos estrangeiros. Não é nada ostensivo nem obrigatório, ninguém é preso se passar para o lado errado da faixa, mas quase todo mundo respeita. O motivo até agora não entendi, não sei se é pra agradar aos chineses, ou aos gringos!

tá vendo a cordinha?

 

 
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FLAGRANTES: METRÔ DE PEQUIM

alongamento

lugar ideal para uma sessão de alongamento

soneca

bom lugar também pra tirar uma soneca...

olha o umbiguinho

e pra fazer exposição da figura?

ler de pé

quando o livro é bom, qualquer lugar tá valendo

laço + rosa

quase obrigatório para as chinesas: laços e cor de rosa

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CUSTO DE VIDA

Muita gente me pergunta sobre o custo de vida aqui na China. É baixo, muito baixo, comparado ao Brasil. Os estrangeiros, em geral, recebem salários melhores que os chineses, o que aumenta consideravelmente nosso poder de compra por aqui. Quem vem com reais no bolso, faz a festa (euro, então, faz “A” festa). E mesmo depois de quase um ano recebendo em yuans, ainda assim, acho as coisas baratas. Restaurantes, transporte público (imagine que o bilhete de metrô em Pequim custa menos de R$0,50!), supermercado, tudo é acessível. O mais caro é o aluguel. Imóveis em áreas mais valorizadas alcançam preços astronômicos, na casa dos milhões de dólares!
Acabei de consultar o câmbio e hoje 1 real vale 4,131 yuans. Uso o UOL Economia como referência.
Para quem está pensando em vir pra China, uma dica muito legal de pesquisa de preços é o site Expatistan. Foi criado por um webdeveloper espanhol que já viveu em diversas cidades do mundo. Procurando uma solução para a dificuldade de encontrar parâmetros cada vez que tinha que negociar o salário em um país diferente, ele teve a ideia de criar o site colaborativo. É bem simples e muito útil. Você digita a cidade onde vive e pra onde quer se mudar (ou viajar, que seja) e o site faz comparações em itens como comida, diversão, aluguel. Descobri ali que Florianópolis é 66% mais cara que Pequim, o Rio de Janeiro, 73%, e São Paulo chega a ser 91% mais cara que a capital da China!
O mesmo webdeveloper criou também o World Taximeter, que calcula o custo de corridas de táxi pelo mundo. Não tem Pequim, nem nenhuma cidade brasileira, mas fica a dica pra quem tá planejando uma viagem pro exterior.
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NADA MAIS JUSTO

Pelo jeito a fama de que os chineses são, digamos, pouco avantajados, correu o mundo e chegou à China. E como business é o que importa pros lados de cá, olha a solução que uma empresa local encontrou pra fazer os homens mais felizes neste verão.  Clique na foto.

Custa pouco mais de 10 reais e é o tipo de produto que é melhor comprar pela internet. Propaganda enganosa? Se as mulheres podem colocar enchimento no sutiã, nada mais justo!
Fonte: The Beijinger
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RAVE DA TERCEIRA IDADE

Esta semana recebi a primeira visita de amigos de Floripa desde que cheguei à China. Enquanto o marido participava de uma conferência, fui levar a Vivian e o barrigão dela de sete meses de gravidez pra passear no Templo do Céu. O lugar é lindo, um dos meus favoritos aqui na cidade.
Nos jardins do templo, é comum encontrarmos grupos de pessoas praticando tai chi chuan e apresentações de música tradicional. Bom, na Pequim dos dias de hoje, acho que já dá até pra dizer que a música eletrônica está inserida na cultura tradicional. Afinal, olha só a empolgação da galera. Suuuper no ritmo!
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RAPIDINHAS DE CINGAPURA

VISTO
Turistas brasileiros não precisam. É só chegar.
MOEDA
Dólar de Cingapura. Vale aproximadamente R$1,29. A cidade tem muitas casas de câmbio. Não reparei se era possível trocar real, mas renmimbi (a moeda da China), dólar (norte-americano) e euro, tranquilo.
O custo de vida é bem alto, uma pesquisa recente apontou a cidade como a terceira mais cara da Ásia, só perde pra Tóquio e Osaka, no Japão. Ou seja, apesar de ser um paraíso pra quem gosta de shoppings centers, não é tão bom assim pra quem vai pagar a conta.
Anotei alguns preços:
- jantar baratinho em restaurante indiano : 12 SGD
- taxi Little India para Clarke Qay: 4,10 SGD
- água de coco: 2 SGD
- almoço no Boat Qay: 22 SGD
HOSPEDAGEM
Fiquei no hostel Inn Crowd . O local é ok pra começo de viagem (quando ainda estamos empolgados, com o espírito “topo qualquer coisa”). O banheiro poderia ser mais limpo e bem conservado. No quesito interação com outros hóspedes, é ótimo. Tem café da manhã e internet. Fica na Dunlop Street, uma rua bem movimentada do bairro Little India. Dá pra ir à pé pra alguns pontos turísticos, tem muitos restaurantes, casas de câmbio e estação de metrô por perto.
TRANSPORTE
Como a cidade é pequena, se vai de um canto ao outro em meia hora de metrô, no máximo. Na saída de cada estação, não esqueça de pegar o reembolso do valor do bilhete, acho que era o equivalente a uns 50 centavos. O valor do bilhete depende da distância a ser percorrida.
Para a praia de Sentosa, a estação do trem Sentosa Express fica dentro do Vivo City, no terceiro andar. O bilhete ida e volta custa 3 SGD.
Para chegar em Cingapura, vindo de Kuala Lumpur, Malásia, viajei pela a companhia aérea low cost Tiger Air.
Para sair, fui de ônibus para Malacca (Malásia), pela StarMart Express. Nota dez. Os ônibus são extremamente confortáveis, tem até massageador nas poltronas. A estrada é um tapete. No hostel, haviam dito que tínhamos que comprar as passagens com pelo menos dois dias de antecedência, mas não é necessário. Compramos de um dia pro outro, em uma agência perto do Mustafá Center, pagamos mais barato que no hostel e viajamos em um ônibus vazio. A passagem custou 20 SGD.
LINKS LEGAIS
emsingapura.blogspot.com/
mauoscar.com/2010/08/13/o-que-ver-e-fazer-em-cingapura/
www.idasevindas.com.br/
www.mysingapore-blog.com/
cingapuramalasia.wordpress.com/2008/08/10/kuala-lumpur/
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CINGAPURA

Vou abrir algumas exceções aqui no blog pra falar de destinos fora da China. Porque uma das coisas mais legais de estar aqui desse lado do mundo é poder viajar para lugares diferentes, alguns, confesso, nem sabia onde ficavam no mapa. E pra mim, os melhores guias de viagens estão em blogs. Sempre começo minhas pesquisas procurando as dicas e as opiniões de viajantes (bem) mais experientes que eu.
Vou começar contando sobre Cingapura, uma cidade que é um país. Hoje em dia tem cerca de 700 quilômetros quadrados, 5 milhões de habitantes e é o 5º. país mais rico do mundo em PIB per capita. Fica lá embaixo, bem na pontinha da Malásia.
O clima é quente e muito úmido. Já acostumada com o clima seco de Pequim, uma maravilha para manter os cabelos lisos, resolvi, pela primeira vez na vida, desapegar do secador de cabelos (a verdade é que não coube na mochila). Se arrependimento matasse, eu não voltava pra casa. A dica é: filtro solar, roupas muito, muito leves, rasteiras, chinelos, secador de cabelos, chapinha e afins.
Apesar de ser muito mais conhecida pela arquitetura ultramoderna e pelo planejamento urbano, a diversidade cultural é, na minha opinião, umas das grandes atrações da cidade. O número de restaurantes étnicos, os bairros indiano, chinês e árabe, são reflexo do mix que forma a população da cidade. Cingapura tem como idiomas oficiais o chinês, o tâmil, o malaio e o inglês.
O bairro indiano é uma boa pedida para quem gosta de templos. O Sri Mariamman é o mais famoso e vale uma visita. Aos domingos, é possível presenciar expatriados vestidos de sáris, fazendo oferendas aos deuses. É bem interessante. Também gostei do Sri Srinivasa Perumal, ali perto. Lá no bairro também está o centro Mustafá, um grande shopping 24h onde se compra de tudo, de eletrônicos a bugigangas, a preços convidativos. Dá pra fazer tudo a pé.
Do alto dos 165 metros da Singapore Flyer, a maior roda gigante do mundo, é possível avistar ilhas da Malásia e da Indonésia. O passeio custa 29,50 dólares locais e demora cerca de meia hora. No caminho para as cabines, há um museu bem legal, interativo, que conta um pouco da história da construção da cidade. Vale a pena.
À noite, o Clarke Quay (os cingapurianos pronunciam clark qui), é um circuito de bares absolutamente imperdível. Há 150 anos era uma vila de pescadores, que ao poucos se foi se transformando, com a chegada de negociantes e trabalhadores da Ásia e da Europa. A arquitetura original foi preservada e acrescida de novos prédios. Tem de tudo, balada bollywoodiana, bar com música ao vivo banquinho-e-violão e até restaurante brasileiro (que, por sinal, tem nome em espanhol, Señor Santos). Entre os bares temáticos, o que mais chamou minha atenção foi The Clinic, ambientado como se fosse um hospital. A cozinha é equipada como uma sala de cirurgias, os garçons vestem jalecos, as cadeiras são de rodas. Fui no Le Noir, uma balada cheia de gente bonita, a maioria estrangeiros, música pra dançar. Tocou até o Rap das Armas, funk carioca que faz muito sucesso por aqui.
Outro complexo como o Clarke é o Boat Qay, esse diurno e de restaurantes. Chegamos para almoçar no início da tarde, por volta das 14h, e todos os restaurantes já estavam bem vazios. O legal de lá é que fica no centro de negócios da cidade e no hall do prédio do UOB Bank estão esculturas de Dali e Botero.
Fomos uma day party em um dos beach clubs de Sentosa, o Azzura. A música é eletrônica, comida boa, bebida também. Prove o drink local “Singapore Sling”. Mas, talvez por ser domingo, estava bem vazio no início de noite. No máximo, uma turma de modelos russas, de shorts curtos e pernas bem compridas.
Se a cidade de Cingapura parece uma maquete, Sentosa é o cantinho “ilha da fantasia”. A praia, artificial, foi construída para a diversão. Há bares, restaurantes, hotéis, cassino, parques e vários outros equipamentos de lazer e esportes. Nos divertimos no Luge, morro acima de teleférico e morro abaixo de rolimã.
A cidade tem outras atrações, A Orchard Road (a maior rua de shoppings centes do mundo!), o safári noturno, jardim botânico, museus, um Universal Studios, programação cultural, apresentações (estava em cartaz o musical Rei Leão). Mas nosso tempo era curto e a viagem, só estava começando. Recomendo umas duas noites de Cingapura. São suficientes.
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