Sites e livros sobre a China

Este não é, infelizmente, um retorno ao blog. Já não moro em Pequim há alguns meses, voltei para o Brasil para iniciar um projeto pessoal que ocupa a maior parte do meu tempo, seria difícil manter uma periodicidade decente no site.

Mas eis que, por nostalgia (a China deixa muita saudade!), ao dar uma passadinha por aqui descubro que, mesmo mais de um ano depois do último post, ainda tenho leitores! Mais de cem por dia! Sinal do interesse e curiosidade que o país gera e da ainda muito pouca informação disponível em português.

Continuo recebendo emails de pessoas que querem morar, trabalhar, estudar na Ásia. As perguntas se repetem: quanto custa isso, quanto custa aquilo, onde posso trabalhar, que tipo de produto posso exportar. Não tenho essas respostas. Não fiz negócios na China e já saí do Brasil com contrato de trabalho fechado. Sobre o custo de vida, sei que os aluguéis subiram bastante, que o salário dos estrangeiros diminuiu, o dos chineses aumentou. Mas não tenho dados exatos. Quando cheguei lá, a cotação do Renminbi (ou yuan, moeda chinesa) era de 4 reais para 1 yuan. Hoje já é de menos de 3 para 1.

Eu posso indicar alguns caminhos para quem precisa de mais informações.

O Brapeq, Brasileiros em Pequim, é um grupo baseado na capital do país que faz um trabalho bem legal de integração da comunidade brasileira. O pessoal promove encontros mensais, almoços, festa junina, ceia de Natal e um festival anual de cinema. É uma ajuda e tanto pra quem chega sem conhecer ninguém. O site do Brapeq tem dicas e uma sessão de classificados com oportunidades de emprego.

Também sempre gosto de indicar os sites The Beijinger (Pequim), City Weekend (Pequim, Xangai, Guanzhou e Suzhou) e Smart Shanghai (Xangai), todos em inglês. Os endereços têm uma boa agenda cultural, dicas e classificados. É possível encontrar apartamentos pra dividir, móveis usados pra comprar, motoristas e guias turísticos. Eu usei para achar guias turísticos que falassem espanhol e deu certo. Também usei muito os aplicativos deles para mostrar para os taxistas endereços de restaurantes em mandarim.

No site da Embaixada Brasileira em Pequim, no link Setor Consular, você encontra informações bem importantes e no site da Embaixada da China no Brasil estão as informações necessárias sobre o visto de entrada ou permanência no país.

O livro que mais gostei de ler antes de chegar a Pequim foi “Um Brasileiro na China”, do jornalista Gilberto Scofield Jr, que trabalhou no país como correspondente da Folha de S. Paulo. O livro da também jornalista Sonia Bridi, “Laowai – Histórias de Uma Repórter Brasileira na China”, é uma delícia de ser lido. É menos informativo, em termos práticos, que o do Gilberto, mas tem mais personagens e fala de viagens a lugares incríveis do país. Ainda na lista dos livros de jornalistas está o “Amante na China”, escrito por um grande amigo, Richard Amante.

Para quem gosta de romance e história, eu recomendo “Cisnes Selvagens, Três Filhas da China”, de Jung Chang. O livro trata da história real da família da autora, cuja avó foi concubina e cujos pais participaram ativamente da revolução comunista de Mao Tse Tung (ou Mao Zedong, como se fala em mandarim). Acho uma leitura essencial não só para entender o passado; mas também para aceitar e respeitar a cultura contemporânea chinesa.

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Xangai

Xangai é minha cidade favorita na China. Já fui muitas vezes e voltaria outras tantas. Os brasileiros que moram no país costumam dizer que a diferença entre Pequim e Xangai é a mesma entre Rio e São Paulo, inclusive com a versão local da rixa paulistas x cariocas. Pra mim, Xangai é um misto entre as duas. É leve como o Rio e tão urbana, cheia de oportunidades, quanto São Paulo.
Mesmo que você esteja só de passagem pelo país, sem muito tempo disponível, recomendo passar um fim de semana na cidade. Já vale a pena. Em Xangai você pode seguir o roteiro recomendado pelos guias, que não vai cair em nenhuma furada. Todos os pontos turísticos populares são muito legais.
A começar pelo Bund, onde todo mundo bate a mesma foto, que virou a imagem de Xangai pelo mundo. Você pode atravessar o rio Huangpu tanto de metrô quanto de ferry. Do outro lado está o Novo Pudong, a região onde estão os prédios mais altos e modernos e que foi declarada Zona Econômica Especial em 1990.
A torre de TV Pérola Oriental é mais tradicional, mas eu gostei mais de subir no observatório do Shanghai World Financial Center. É um dos prédios mais altos do mundo. Por 150 RMB você vai até o 100º. andar, a 475 metros do chão. O observatório é 360 graus, dá pra perder umas boas horas olhando toda a cidade do alto e ainda ter a sensação de que caminha sobre ela, no piso transparente.
Se você tiver dúvidas sobre em que região se hospedar, recomendo ficar perto da People’s Square/ People’s Park. Tem metrô, restaurantes, comércio (as ruas Nanjing Lu e Huaihai Lu ficam ali do ladinho) e, de quebra, a praça é linda, gostosa de passear e tem um museu e um restaurante que estão na minha top list de turismo.
 O museu é o Centro de Exposições do Planejamento Urbano de Xangai, imperdível pra quem gosta de arquitetura e urbanismo, onde está uma maquete incrível da cidade, de 600 metros quadrados! Detalhe importante sobre museus aqui na China: a maioria fecha às 16h.
O restaurante é o Barbarossa. A entrada é escondidinha, um portão perto do Art Museum. Caminhe pelo que parece ser um jardim particular e lá dentro, à beira de um lago, está a construção em estilo marroquino. É lindo por dentro e por fora. A comida do restaurante é boa (ai, aquele gnocchi de abóbora…), mas gostei mais dos petiscos e drinks do lounge no andar de cima. Dá uma olhada nas fotos desse site e vê se não é lindo mesmo: http://www.smartshanghai.com/venue/860/Barbarossa_Lounge_shanghai
 O Templo Jing’an fica bem no meio da cidade e, de novo, é dos meus favoritos na China. Acho muito legal o fato de ele ser cercado de arranha céus, quase um oásis no caos urbano. Além de ser lindo.
E, se for pra fazer como os chineses (e brasileiros) e comparar Xangai a Pequim, em uma coisa a cidade vai ganhar a disputa: taxis. Em Pequim a gente tem que implorar, suplicar, pedir em nome de Deus, Buda, Alá, pra que um taxista pare o carro pra um estrangeiro. E depois de entrar, ainda corre o risco de ser mandado pra fora (juro! Já aconteceu comigo incontáveis vezes). Em Xangai eles param pra estrangeiro (até sem a gente chamar!) e, pasmem, se esforçam pra entender o que estamos falando, mesmo em inglês! Nesse aspecto, o placar é Xangai: 10, Pequim: zero.
Outras dicas:
* o preço do metrô varia de acordo com o trajeto. Tenha sempre moedas em mãos para comprar os bilhetes e não se esqueça de verificar qual saída da estação está mais perto de onde você quer ir.
* Leve guarda-chuvas.
* Aproveite que está na cidade e tome um trem-bala rumo a Hangzhou ou Suzhou. Demora cerca de 40 minutos e são duas cidades turísticas históricas chinesas. Dá pra ir e voltar no mesmo dia. Gostei mais de Hangzhou.
* Quando for ao Yuyuan Garden, tenha um tempinho livre pra caminhar pelas ruelas ali por perto. No meu caso foi acidental, graças a minha incrível falta de senso geográfico, mas uma grata surpresa. Mesmo no centrão da cidade, as pessoas vivem como antigamente. Cuidado com as motos e bicicletas!
* De Pequim a Xangai de avião são cerca de 2 horas. De trem-bala, 5 horas. Como o trem não atrasa, não precisa chegar 1h antes pra fazer o check inn, não precisa esperar pelas malas na esteira, o tempo acaba sendo equivalente. O preço também.
sites:
Smart Shanghai, programação cultural, endereços de estabelecimentos comerciais
Tofu na China, dicas quentes de uma brasileira que mora em Xangai
metrô de Xangai
Museu do Planejamento Urbano de Xangai
Observatório do Shanghai World Financial Center

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depois de um longo inverno…

Voltarei! Dei uma olhadinha nas estatísticas do site e descobri que ainda há quem leia este blog, mesmo depois de tanto tempo desde o meu último post.
Em consideração a esses inacreditavelmente fiéis leitores, prometo que volto!
Mas, como comigo é sempre uma coisa de cada vez, não vai ser hoje. Esta semana, sim. Hoje, ainda não. E este minipost fica aqui como um compromisso, pra eu ver se eu tomo vergonha na cara!
Sobre o que vocês querem ler???

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NÃO É A MINHA PRAIA

Fazendo de conta que não está frio (quase) de rachar por aqui e pra entrar no clima pré-verão do Brasil, eis umas fotos de Beidaihe, balneário no nordeste da China, a 300km de Pequim.

até que o céu ficou azul na foto!

 

Tendo nascido em uma cidade com praias tão lindas como é Florianópolis, tenho consciência de que dificilmente vou me impressionar com qualquer pedaço de areia e água. Mas, por ser uma manezinha da ilha, morro de saudades do azul do mar, nem que seja só pra dar uma olhadinha. Não foi dessa vez que matei as saudades. A cor do mar de Beidaihe, nem com muita boa vontade, chega perto do azul. É bem escura (poluída) e gelaaaada. Me deu zero vontade de dar um mergulho. A areia, usando um pouquinho daquela boa vontade, até que lembra a da Praia Mole (Florianópolis), é seca, como se fosse de pedrinhas.

outra praia no balneário de Beidaihe


Se por algum acidente, você um dia acordar em Beidaihe sem saber onde está, vai pensar que chegou na Rússia. É de lá que são a maior parte dos turistas e, por isso, a maioria dos estabelecimentos comerciais tem nomes, fachadas e produtos russos (tipo uma Canasvieiras pros argentinos, sabe?). Diz a história que Mao tinha uma casa de veraneio em Beidaihe e que várias casas de hóspedes foram construídas para receber os camaradas russos nos tempos do comunismo.

juro que (ainda) não fui pra Rússia!

E pra quem pensa que fio dental é coisa de brasileira, tá aí o figurino favorito das russas, que também adoram torrar no sol.

 
Os chineses (e qualquer outro asiático) se protegem do sol como podem. Andam à beira mar de calça e manga comprida e sombrinha. Não por recato (minissaia na China é bem mais mini que no Brasil!), mas por medo de escurecer a pele. Aqui na China é feio ter pele escura, bronzeada. As pessoas mais morenas são consideradas “da roça”, lembrando os trabalhadores rurais expostos diariamente ao sol na lida no campo, e sofrem preconceito e até dificuldade pra achar namorado (a) na cidade.
Fora a praia, é lá nas redondezas que está o ponto mais ao leste da Grande Muralha da China. Shanhaiguan foi construída em 1381, é onde a Muralha se encontra com o mar. Hoje, um ponto turístico cheio de lojinhas e afins.

parte de Shanhaiguan da Grande Muralha da China

 

Ah, quase ía esquecendo… a praia tem uma divisão, uma corda separa a parte da areia destinada aos chineses da parte dos estrangeiros. Não é nada ostensivo nem obrigatório, ninguém é preso se passar para o lado errado da faixa, mas quase todo mundo respeita. O motivo até agora não entendi, não sei se é pra agradar aos chineses, ou aos gringos!

tá vendo a cordinha?

 

 
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FLAGRANTES: METRÔ DE PEQUIM

alongamento

lugar ideal para uma sessão de alongamento

soneca

bom lugar também pra tirar uma soneca...

olha o umbiguinho

e pra fazer exposição da figura?

ler de pé

quando o livro é bom, qualquer lugar tá valendo

laço + rosa

quase obrigatório para as chinesas: laços e cor de rosa

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CUSTO DE VIDA

Muita gente me pergunta sobre o custo de vida aqui na China. É baixo, muito baixo, comparado ao Brasil. Os estrangeiros, em geral, recebem salários melhores que os chineses, o que aumenta consideravelmente nosso poder de compra por aqui. Quem vem com reais no bolso, faz a festa (euro, então, faz “A” festa). E mesmo depois de quase um ano recebendo em yuans, ainda assim, acho as coisas baratas. Restaurantes, transporte público (imagine que o bilhete de metrô em Pequim custa menos de R$0,50!), supermercado, tudo é acessível. O mais caro é o aluguel. Imóveis em áreas mais valorizadas alcançam preços astronômicos, na casa dos milhões de dólares!
Acabei de consultar o câmbio e hoje 1 real vale 4,131 yuans. Uso o UOL Economia como referência.
Para quem está pensando em vir pra China, uma dica muito legal de pesquisa de preços é o site Expatistan. Foi criado por um webdeveloper espanhol que já viveu em diversas cidades do mundo. Procurando uma solução para a dificuldade de encontrar parâmetros cada vez que tinha que negociar o salário em um país diferente, ele teve a ideia de criar o site colaborativo. É bem simples e muito útil. Você digita a cidade onde vive e pra onde quer se mudar (ou viajar, que seja) e o site faz comparações em itens como comida, diversão, aluguel. Descobri ali que Florianópolis é 66% mais cara que Pequim, o Rio de Janeiro, 73%, e São Paulo chega a ser 91% mais cara que a capital da China!
O mesmo webdeveloper criou também o World Taximeter, que calcula o custo de corridas de táxi pelo mundo. Não tem Pequim, nem nenhuma cidade brasileira, mas fica a dica pra quem tá planejando uma viagem pro exterior.
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NADA MAIS JUSTO

Pelo jeito a fama de que os chineses são, digamos, pouco avantajados, correu o mundo e chegou à China. E como business é o que importa pros lados de cá, olha a solução que uma empresa local encontrou pra fazer os homens mais felizes neste verão.  Clique na foto.

Custa pouco mais de 10 reais e é o tipo de produto que é melhor comprar pela internet. Propaganda enganosa? Se as mulheres podem colocar enchimento no sutiã, nada mais justo!
Fonte: The Beijinger
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RAVE DA TERCEIRA IDADE

Esta semana recebi a primeira visita de amigos de Floripa desde que cheguei à China. Enquanto o marido participava de uma conferência, fui levar a Vivian e o barrigão dela de sete meses de gravidez pra passear no Templo do Céu. O lugar é lindo, um dos meus favoritos aqui na cidade.
Nos jardins do templo, é comum encontrarmos grupos de pessoas praticando tai chi chuan e apresentações de música tradicional. Bom, na Pequim dos dias de hoje, acho que já dá até pra dizer que a música eletrônica está inserida na cultura tradicional. Afinal, olha só a empolgação da galera. Suuuper no ritmo!
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RAPIDINHAS DE CINGAPURA

VISTO
Turistas brasileiros não precisam. É só chegar.
MOEDA
Dólar de Cingapura. Vale aproximadamente R$1,29. A cidade tem muitas casas de câmbio. Não reparei se era possível trocar real, mas renmimbi (a moeda da China), dólar (norte-americano) e euro, tranquilo.
O custo de vida é bem alto, uma pesquisa recente apontou a cidade como a terceira mais cara da Ásia, só perde pra Tóquio e Osaka, no Japão. Ou seja, apesar de ser um paraíso pra quem gosta de shoppings centers, não é tão bom assim pra quem vai pagar a conta.
Anotei alguns preços:
– jantar baratinho em restaurante indiano : 12 SGD
– taxi Little India para Clarke Qay: 4,10 SGD
– água de coco: 2 SGD
– almoço no Boat Qay: 22 SGD
HOSPEDAGEM
Fiquei no hostel Inn Crowd . O local é ok pra começo de viagem (quando ainda estamos empolgados, com o espírito “topo qualquer coisa”). O banheiro poderia ser mais limpo e bem conservado. No quesito interação com outros hóspedes, é ótimo. Tem café da manhã e internet. Fica na Dunlop Street, uma rua bem movimentada do bairro Little India. Dá pra ir à pé pra alguns pontos turísticos, tem muitos restaurantes, casas de câmbio e estação de metrô por perto.
TRANSPORTE
Como a cidade é pequena, se vai de um canto ao outro em meia hora de metrô, no máximo. Na saída de cada estação, não esqueça de pegar o reembolso do valor do bilhete, acho que era o equivalente a uns 50 centavos. O valor do bilhete depende da distância a ser percorrida.
Para a praia de Sentosa, a estação do trem Sentosa Express fica dentro do Vivo City, no terceiro andar. O bilhete ida e volta custa 3 SGD.
Para chegar em Cingapura, vindo de Kuala Lumpur, Malásia, viajei pela a companhia aérea low cost Tiger Air.
Para sair, fui de ônibus para Malacca (Malásia), pela StarMart Express. Nota dez. Os ônibus são extremamente confortáveis, tem até massageador nas poltronas. A estrada é um tapete. No hostel, haviam dito que tínhamos que comprar as passagens com pelo menos dois dias de antecedência, mas não é necessário. Compramos de um dia pro outro, em uma agência perto do Mustafá Center, pagamos mais barato que no hostel e viajamos em um ônibus vazio. A passagem custou 20 SGD.
LINKS LEGAIS
emsingapura.blogspot.com/
mauoscar.com/2010/08/13/o-que-ver-e-fazer-em-cingapura/
www.idasevindas.com.br/
www.mysingapore-blog.com/
cingapuramalasia.wordpress.com/2008/08/10/kuala-lumpur/
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CINGAPURA

Vou abrir algumas exceções aqui no blog pra falar de destinos fora da China. Porque uma das coisas mais legais de estar aqui desse lado do mundo é poder viajar para lugares diferentes, alguns, confesso, nem sabia onde ficavam no mapa. E pra mim, os melhores guias de viagens estão em blogs. Sempre começo minhas pesquisas procurando as dicas e as opiniões de viajantes (bem) mais experientes que eu.
Vou começar contando sobre Cingapura, uma cidade que é um país. Hoje em dia tem cerca de 700 quilômetros quadrados, 5 milhões de habitantes e é o 5º. país mais rico do mundo em PIB per capita. Fica lá embaixo, bem na pontinha da Malásia.
O clima é quente e muito úmido. Já acostumada com o clima seco de Pequim, uma maravilha para manter os cabelos lisos, resolvi, pela primeira vez na vida, desapegar do secador de cabelos (a verdade é que não coube na mochila). Se arrependimento matasse, eu não voltava pra casa. A dica é: filtro solar, roupas muito, muito leves, rasteiras, chinelos, secador de cabelos, chapinha e afins.
Apesar de ser muito mais conhecida pela arquitetura ultramoderna e pelo planejamento urbano, a diversidade cultural é, na minha opinião, umas das grandes atrações da cidade. O número de restaurantes étnicos, os bairros indiano, chinês e árabe, são reflexo do mix que forma a população da cidade. Cingapura tem como idiomas oficiais o chinês, o tâmil, o malaio e o inglês.
O bairro indiano é uma boa pedida para quem gosta de templos. O Sri Mariamman é o mais famoso e vale uma visita. Aos domingos, é possível presenciar expatriados vestidos de sáris, fazendo oferendas aos deuses. É bem interessante. Também gostei do Sri Srinivasa Perumal, ali perto. Lá no bairro também está o centro Mustafá, um grande shopping 24h onde se compra de tudo, de eletrônicos a bugigangas, a preços convidativos. Dá pra fazer tudo a pé.
Do alto dos 165 metros da Singapore Flyer, a maior roda gigante do mundo, é possível avistar ilhas da Malásia e da Indonésia. O passeio custa 29,50 dólares locais e demora cerca de meia hora. No caminho para as cabines, há um museu bem legal, interativo, que conta um pouco da história da construção da cidade. Vale a pena.
À noite, o Clarke Quay (os cingapurianos pronunciam clark qui), é um circuito de bares absolutamente imperdível. Há 150 anos era uma vila de pescadores, que ao poucos se foi se transformando, com a chegada de negociantes e trabalhadores da Ásia e da Europa. A arquitetura original foi preservada e acrescida de novos prédios. Tem de tudo, balada bollywoodiana, bar com música ao vivo banquinho-e-violão e até restaurante brasileiro (que, por sinal, tem nome em espanhol, Señor Santos). Entre os bares temáticos, o que mais chamou minha atenção foi The Clinic, ambientado como se fosse um hospital. A cozinha é equipada como uma sala de cirurgias, os garçons vestem jalecos, as cadeiras são de rodas. Fui no Le Noir, uma balada cheia de gente bonita, a maioria estrangeiros, música pra dançar. Tocou até o Rap das Armas, funk carioca que faz muito sucesso por aqui.
Outro complexo como o Clarke é o Boat Qay, esse diurno e de restaurantes. Chegamos para almoçar no início da tarde, por volta das 14h, e todos os restaurantes já estavam bem vazios. O legal de lá é que fica no centro de negócios da cidade e no hall do prédio do UOB Bank estão esculturas de Dali e Botero.
Fomos uma day party em um dos beach clubs de Sentosa, o Azzura. A música é eletrônica, comida boa, bebida também. Prove o drink local “Singapore Sling”. Mas, talvez por ser domingo, estava bem vazio no início de noite. No máximo, uma turma de modelos russas, de shorts curtos e pernas bem compridas.
Se a cidade de Cingapura parece uma maquete, Sentosa é o cantinho “ilha da fantasia”. A praia, artificial, foi construída para a diversão. Há bares, restaurantes, hotéis, cassino, parques e vários outros equipamentos de lazer e esportes. Nos divertimos no Luge, morro acima de teleférico e morro abaixo de rolimã.
A cidade tem outras atrações, A Orchard Road (a maior rua de shoppings centes do mundo!), o safári noturno, jardim botânico, museus, um Universal Studios, programação cultural, apresentações (estava em cartaz o musical Rei Leão). Mas nosso tempo era curto e a viagem, só estava começando. Recomendo umas duas noites de Cingapura. São suficientes.
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